Friday, 30 December 2011

Vazios e telas

Desconexo
Turbilhão de cores, compressão
Envolta em sensibilidade
O mundo se move contínuo, lindo e multicolorido
Enlouquecedor
Enebriante, entorpecente, veloz.
Me perco, abro os olhos e sou o que observo
Dançam através de mim as cores, e as sinto
E as vivo, e as sou.

Longe... tudo parou.

Wednesday, 16 November 2011

O vôo

O mundo dá tantas voltas... E ainda assim é impossível escapar dos caminhos escritos pelo coração! Quando o sentimento é muito, o tempo é pouco e não deve ser desperdiçado contando erros e mágoas. O perdão é a benção dos corajosos, capazes de se lançar de um mesmo precipício várias vezes, na esperança de conseguir voar. Hoje acordei triste, já descrente da minha capacidade de vôo, e meio que caí do precipício ou fui empurrada. E o vento veio de uma direção estranha, com uma visibilidade nova: ao invés de um borrão de cores e medo, vi do alto o horizonte sem fim, planando nos céus. E a vista... me tira o fôlego. Até agora. Estou voando, e mesmo que eu caia, estive aqui e conheci essa coisa linda que é amar e ser correspondido.

Wednesday, 9 November 2011

Ele

Eu o vejo em diferentes perspectivas. Primeiramente, há o homem que ele é hoje, os defeitos e virtudes e tudo que o define, da sua respiração silenciosa às suas convicções religiosas. Depois, existe o homem que ele era quando nos conhecemos, livre de lembranças, quase uma criança - uma criança linda. Sem tantos erros, com um potencial inexplorado pulsando nas veias e sem o peso que as responsabilidades trouxeram. Essas são perspectivas mais concretas, se comparadas às outras duas. Uma terceira visão dele é o homem que ele será no futuro - a maior das incógnitas: se eu pelo menos tivesse desse homem um vislumbre real (se fosse possível, ah!), seria muito menos doloroso decidir amá-lo ou abandoná-lo. Mas seus olhos oblíquos como os meus nada entregam, e fica esse impasse. Por fim, existe o pior deste homem: aquele que ele PODE ser. Todo aquele potencial agora mais escrutinado e palpável, todo o terror e perfeição que podem se manifestar... É o pior porque é este que geralmente incita o amor, quando devíamos nos apaixonar sempre pelo primeiro, por aquele que existe no presente. Eu o vejo tão amplamente que me perco nesta vasta terra desconhecida e ponho-me a contemplar, quase sem amar, mas fluindo para ele como se a própria gravidade me movesse, e quase o abandono, mas sem deixar de lhe tocar o rosto carinhosamente um dia sequer. Também quase o amo, mas meu medo leva meu corpo em outras direções...

Tuesday, 8 November 2011

Confusão existencial

Existe algo de extremamente sólido e palpável na perda. Uma cicatriz é a prova final de que um corte indelével foi feito, açoitando e rasgando corpo e alma. Não há em mim espaço para carregar essa dor - tampouco o desejo ou a tolerância com uma situação venenosa. Eternamente romântica, admito com choque que em primeiro lugar vem o bem-estar, e que não sinto-me tentada a entregar-me a loucura de paixão avassaladora... nem sei se ainda sou capaz de me entregar. Eis agora entre os restos tão mortais de minhas prévias concepções, exposto e fragilizado, e não sei o que vejo. É apenas incompleto.

Sunday, 17 July 2011

Das delícias tecnológicas

Me sinto sem limites, como se de repente tudo estivesse ao meu alcance. Blog no celular e o mundo ainda abriga gente q passa frio e fome, além de dor, sofrimento, agonia, medo e desespero.
Eu só não entendo a razão para a dicotomia da evolução humana...

Wednesday, 13 July 2011

Mosaico

Não sei dizer o que são saudades. Sei dizer daquela presença diária que não está mais aqui, e como esse fato é doloroso. Aquele meu erro bobo de querer compartilhar tudo que sou e faço, e nessas horas a Ariana me faz a mais feliz das Lívias e dos melhores amigos, suprindo um amor que se perdeu.
Faço frases que se perdem no vento.
E de repente, a cidade envelheceu. Caminho pelas mesmas ruas, e nelas um mosaico de 4 letras se transforma no seu rosto, tatuado e indelável no corpo da minha cidade. O que antes era uma praça ou um caminho, palco de nossas memórias, agora são territórios proibidos: antes de chegar lá, me lembrei que, sem você, essa praça e esse caminho sempre me deram muito medo.
Seu rosto ilumina as estrelas, nas constelações que lhe ensinei a reconhecer. Sua voz e seu riso ecoam pelas tantas ruas que percorremos juntos, e uma tristeza me inunda: é a certeza que permaneço invisível para você, enquanto você se infiltra nas paisagens ao meu redor com a mesma força que infiltrou-se em minha alma errante...
Quero, então, habitar um mundo livre, onde você só exista dentro de mim. Um mundo sem arte, sem cores, sem luz, sem Sol. Um mundo de paredes negras e frio, sem música, sem árvores, sem a provação de suportar o seu riso e seu olhar se perderem em outras primaveras...

Saturday, 25 December 2010

Incurável nostalgia

Dormi certa noite em meu antigo quarto
Onde tantas horas passei enclausurada
Te amando, te odiando, te vivendo
O ar parece que se impregnou com seu cheiro
A janela guarda a memória da sua silhueta esguia
A cama reteve o seu calor e seu formato, espreguiçando

Sentei-me no beiral da janela aberta, e o farfalhar das árvores escuras cantou seu nome docemente
Me fazendo chorar
Quis me libertar, mas fiquei presa em suas memórias
Senti seu rosto se aproximar do meu, seu sorriso feliz que nunca mais vi
E quis que nenhuma vida minha tivesse existido sem a sua

Escapar desse quarto foi mais do que sair e fechar a porta atrás de mim, de olhos fechados
Escapar dessa prisão mental onde vivo a um pensamento de distância de você é impossível
É como deixar as pirâmides do Egito serem demolidas ou implodir a Muralha da China
É abandonar os tesouros mais valiosos ou nunca ter ouvido Pink Floyd
É criminoso e não-factível

Não dá para viver com meio coração, nem com um pulmão só.

Feliz Navidad

Alors on danse...

Passos básicos para ter suas ilusões e alegrias natalinas na lixeira antes mesmo da meia-noite:

-Passe a tarde com sua mãe neurótica, pessimista, solteira e mal-humorada
-Ignore todo o mal-humor e continue sorridente, alegre e saltitante
-Receba os amigos e esqueça a hora de começar a se aprontar; consequentemente fique hiper atrasada
-Resolva ir de ônibus em 3 ceias de Natal só para economizar no táxi e fique DE FATO a pessoa mais atrasada da noite
- Esqueça de almoçar e não coma quase nada em lugar nenhum - estômago vazio = péssimo humor
- Esqueça de comprar créditos na hora ideal e fique impedida de mandar mensagens de feliz Natal
- Atenda o telefone quando seu ex ligar de número desconhecido, reconheça sua voz, escute o que ele tem a dizer e  desligue antes que ele note que vc já está chorando por todos os seus poros
- Cace briga com alguém que te faça passar a meia-noite dentro do carro, no trânsito.

Depois disso tudo, não rola nem um sorrisinho de Natal feliz, mesmo se vc ganhar aquele creme de ameixa do Boticário que vc vem namorando desde o lançamento no Natal do ano passado...

Sunday, 3 October 2010

For Dogs

"You have to be trusted
By the people that you lie to
So that when they turn their backs on you
You'll get the chance to put the knife in."

Sometimes I just feel like a crawling snake dressed as a plain roomate with hightened senses and happy humor.
Sometimes all I want is to be able to make all the choices I've done differently
Sometimes I don't feel like cooking at all
Most of times I want to sail out and then touch the sun sleeping by my side
Sometimes I'm not even inside
Sometimes there's no point in trying
Sometimes a kiss would do
But still, most times I'll just give in to you
Sometimes I dream away from here
And in those times, my will is quiet
Rushing underwater
Breaking apart whenever reality kicks in
Most of times all I want is lay low on the floor and dance to the wind

Feel when the knife sets in
I'll be holding him close
Lips parted and wet, breathing heavily
Warm touch of golden skin
Eyes drawing fire
The blood will taste of chocolat in my tongue
And like iron on your back
The blade shall last forever
Exquisite pain
I drown in him, I drown you in pain
No burden left for me to bare

Here are my cigarretes and my lighter
Time to set the flames on the house
With a quiet silent and sensual gasp
Time's up, just fall into my darkest dreams and sleep

Cores

Viver é uma delícia.
Descobrir a cada dia um novo dom e uma nova cor, no ar um novo sabor.
Gosto de chuva nos lábios que amanhecem
Cheiro de sol na pele macia
Um dia perfeitamente gris.

Se eu pudesse, eu me curava
Enquanto não posso, flutuo no céu e no mar
Fazendo tudo vibrar
Dançando ao som do vento que cantava

Todo dia, toooodo dia....

Friday, 17 September 2010

O tempo, Alice e outras idéias

Hoje estou inspirada.
Ontem estava pensando como é curioso a forma que o tempo passa, e ainda mais curioso o tanto que ele não passa dentro da minha sensação de memória. Hoje o Daniel completou 6 anos. Nem preciso olhar para trás no arquivo das memórias para voltar a ser a menina com seus 18 anos recém-completos, num longo vestido preto e blusa de frio vinho, achando que esse dia seria só mais um dia sem nada de muito especial para fazer e que de repente começou a sangrar e chorar e brigar e se indignar com tudo e todos no hospital, com medo e com fome - o sono veio mais tarde. A menina que dormiu profundamente em trabalho de parto e chorou muda a dor da anestesia - que também não funcionou. Apenas um projeto de mulher, tão longe de ser uma mãe e totalmente desesperada, abandonada num corredor vazio enquanto perdia o primeiro banho da vida do único filho. Lembrar é como ser ela mais uma vez, sentir tudo aquilo, e tocar meu útero vazio às 16:32 dos dias 17 de Setembro de cada ano que eu viver.
Outras memórias, mais recentes, pelo contrário, me abandonaram por completo e me deixaram em paz. Meus dias e noites estão tão mais vazios dos outros que se tornaram repletos de mim - e posso me ver. A auto-análise se tornou tão natural e frequente que simplesmente sou incapaz de ficar sem. É um movimento constante: penso em fazer, faço, penso por que fiz, penso por que senti vontade de fazer. E aí acontece! Eu entendo um pedaço novo de mim. É uma delícia.
Não tenho mais preconceitos comigo - estou aberta para me conhecer. Não sei se isso é um efeito póstumo da viagem ao mundo da Alice, mas foi aí que tudo começou. O estar - absolutamente solitário - no buraco onde Alice por vezes se encerra, promove um ápice na capacidade de concentração. Talvez seja a questão da multicoloridade do universo e sua total desproporção de tamanhos quando comparada a nossa realidade cotidiana, não sei dizer ao certo. Uma vez que cheguei lá, não queria voltar nunca mais. Não me apaixonei pelo Chapeleiro Maluco, mas quis sua companhia eterna, assim como Alice. Estive só comigo e as coisas do meu universo particular, e era o Chapeleiro que eu via quando abria os olhos - sem ver.
Agora já é mais tolerável a idéia de viver aqui - no universo comum - porque sei que sempre posso voltar mas, muito mais que isso, é que minha estadia lá transformou o mundo aqui em algo muito melhor, começando na auto-análise, passando pelo viver simplório e culminando na absoluta vivência natural.
WTF?, you might ask yourself.
Sou Lívia, e só porque está escrito no RG. O que vem daí, é a cada segundo. E estou adorando tudo isso!

Um momento que não foi perdido no tempo

Eis que enfim a compreensão veio ao meu encontro
Chegou pelo intermédio do psicólogo
E pude ver pelos olhos de Alice
Perfeito, mágico e sublime momento

Mérito somente meu
E ele apenas me deu a mão, ou talvez tenha sido muitos beijos, não me recordo com precisão
O que me lembro e me apego é o movimento que vi nas luzes
O cheiro de mar, infância e rosas
A doçura dos sentidos - tato, paladar, audição, visão e olfato
Tais coisas maravilhosas que possuímos e deixamos passar

Ah, não mais
Nem mais um dia vou esquecer de como é
Andar descalça e dançar sem medo
Sentir o líquido frio refrescar a garganta
O poder que a melodia tem sobre meu senso de equilíbrio
E também sobre o humor

Me deparei com o mundo... tudo me fez feliz
E sobretudo o fato de que eu estava lá
E isso era tudo o que importava

O papel do psicólogo não é o de abrir a porta ou me entregar a chave
Basta que mostre que existe uma fechadura
E que seu formato se encaixa perfeitamente com uma chave:
Eu

This Girl

She has brown eyes bottomless like the ocean
Filled with loss
Empty at the  same time, and instead
There's no room for you to see the grief
It's just lost somewhere in between this sinkhole
Soul, heart, her

Don't come near, stay put but not close
There's nothing left for you to breathe
For you to steal from her
There's just nothing there
It's ethereal what you might feel you're getting

Get lost in the beautiful curls
Red, light or dark or gold
Melt in those drawn full lips
It's a rollercoaster entrance to a land of pleasures
And afterwards, a calm sea of golden colors
With a cigarrete and a glass of strawberry yogurt

She is a broken house now
No living is possible inside
Growing soft the ground beneath her
Sinking in the mud
Sinking in thoughts of love

Saturday, 28 August 2010

Here am I, yet another goodbye

I'm so tired of drowning
In darkness and Chopin
In solitude, as time goes by

Aprendi a gostar de Bob Dylan e não derramei uma lágrima sequer. Aprendi a acreditar que o Pedro é dono de uma secreta bola de cristal, e a confiar mais nos meus próprios instintos.
Ainda assim, não aprendi a não me incomodar com as pequenas e grandes mentiras de quem se deita ao meu lado.
Um dia ouvi um homem dizer que era perfeito para mim. Talvez fosse, se o objetivo fosse me tornar a mulher mais descrente e incapaz de continuar sendo mulher de um homem só. Fora isso, obrigada pela diversão mas acho que ainda não cruzei um homem digno das minhas qualidades.

I'm walking through the summer nights
The jukebox playing low
Yesterday everything was going too fast
Today it's moving too slow

I've got no place left to turn
I've got nothing left to burn

Don't know if I saw you if I would kiss you or kill you
It probably wouldn't matter to you anyhow
You left me standing in the doorway crying
I've got nothing to go back to now

The light in this place is so bad
Making me sick in the head
All the laughter is just making me sad
The stars have turned cherry red

I'm strumming on my gay guitar
Smoking a cheap cigar

The ghost of our old love has not gone away
Don't look it like it will anytime soon
You left me standing in the doorway crying
Under the midnight moon

Maybe they'll get me and maybe they won't
But not tonight and I won't be here
There are things I could say, but I don't
I know the mercy of God must be near

I've been riding a midnight train
I've got ice water in my veins

I would be crazy if I took you back
It would go up against every rule I had
You left me standing in the doorway crying
Sufferring like a fool

When the last rays of daylight go down
Buddy you're old no more
I hear the church bells ringing in the yard
I wonder who they're ringing for

I know I can't win but my heart just won't give in

Last night I danced with a stranger
But she just reminded me you were the one
You left me standing in the doorway crying
In the dark land of the sun

I eat when I'm hungry and drink when I'm dry
And live my life on the square
And even if the flesh falls off my face
I know someone will be there to care

It always means so much
Even the softest touch

I see nothing to be gained by any explanation
There are no words that need to be said
You left me standing in the doorway crying
Blues wraped around my head

(Eu coloco minhas modificações pessoais em um momento mais oportuno.)

Despertar

Cada nota do piano é um sopro de alegria que se perde
E parece ainda mais difícil do que antes
Ver traz consigo um fardo de tristeza inerente, e solidão.
Como explicar que não há cura para o agora?
Que ele está aqui e não se deve fugir dele?
É necessário vivenciá-lo
E só dói por minha causa, e de mais ninguém.
(Acreditar que alguém não vai mentir é inocência só minha)
Se desatrelar de sonhos e desejos é tarefa árdua
Entretanto, vital
E quem foi que me condicionou a pensar que viver podia ser fácil?

Minhas correntes arrebentadas ainda pesam em mim
Como a dor no membro há pouco tempo amputado

Esse caminho solitário só é capaz de acomodar um
E eu juro, não sabia que o vício da compania podia provocar tanta dor na abstinência, apesar do prazer da auto-suficiência

Eu vi o vinho turvo, amargo e familiar
Como uma estrela cadente, fugaz
Transformar-se em água cristalina, pura e sem sabor - mas a única capaz de saciar.
Foi como se de repente o próprio ar fosse um espelho habitual que, sem aviso, se partiu por completo
E revelou que nunca fora espelho e sim membrana
É como nascer - doloroso e único evento
Traz uma infinidade de possibilidades, exceto uma:
Recolher-se novamente no útero do vinho e ver apenas o espelho e suas sombras
Nada além

Wednesday, 4 August 2010

At the point of no return

So, so you think you can tell heaven from hell and blue skies from pain...

We are all so blind, don't let it get to your mind, it's too much information to hold.
Time can be unkind to me and it's me choosing not to break free.
Weak, weaker everyday, when you come to me, when we lay down at night, it's overwhelming.

So, stop moving foward. Stoping coming closer.
I'm not ready to leave, and I'm not strong enough to stay...

Wednesday, 28 July 2010

Sim, senhor!

A vida anda e é melhor você resolver acompanhar
Ou fácil fácil ela te atropela
E só vão restar seus escombros se você parar de tentar

Tente um pouco mais
Só até a noite chegar
Só até o vento bater e levar embora a brisa que te desagrada


De repente você chegou e me mostrou que ninguém vai lutar por mim.
De repente eu passei a ser uma pessoa decidida.

E aqui estou. Sobrevivi mais um dia, mas mais feliz que nunca!

Thursday, 15 July 2010

No escuro

A rubra luz do dia me ilumina em mais um dia que começa cansado.
Sem dormir, porque o sono me leva sempre para o lugar errado.
Penso no sorriso fácil que esse lugar me traz e fico melhor.

De repente fica tudo escuro, e  difícil lembrar e entender como vim parar nesse breu.
Penso e penso naquele cantinho do mundo que já me pertenceu
Penso em tudo de bom
Nessas horas é que a gente descobre que a mágoa é o que menos permanece.
Está aqui, claro
Mas sobreposta por um milhão de sorrisos, risos e olhares
Que parecem incapazes de desvanecer...

Blizard

In the face of dreams I had
Grimaces of pain
Now I am turning helpless
Callous and alone
Waiting for a storm to brew
To wash my dream and love and sins away

Wednesday, 14 July 2010

Vivendo em paralelo

Sinto que há algo travando cada palavra minha
Como uma dor por antecipação
Como o medo  da compreensão
Minhas palavras chegam dilaceradas e moribundas

Meus sonhos observo através de um espelho quebrado
Vejo um reino envolto por neblina
O lindo reino plácido que criamos e matamos
Um reino que simplesmente não pode morrer

Fecho os olhos para a dor
Fecho-me para não ver
Porque vejo em todo lugar onde olho
Lembranças vivas em tudo

Sinto-me à beira de um penhasco que me convida
Me chama para o familiar estado imerso e suspenso
Quero cair... e resisto
Quero contemplar essa paisagem e não consigo me afastar

Vivendo paralelamente nesse estado de angústia
Tenho a minha culinária e a família para me ocupar
Tenho um homem que chega cansado do trabalho
E só quer me namorar
Que loucura, penso eu
Que tem assim tanto espaço em mim...

Saturday, 26 June 2010

Cold now...

When I shine, be sure it's just for you
Rest safely in my arms
Or just give the comfort of yours
Don't think twice, it's for you I'm shining tonight

This deep lullaby carries me to your soul
That's a place I swim happily
And we shall be together
I will kiss you forever on nights like this...

Friday, 25 June 2010

All the things that were said...

"Being with you has opened my eyes
Could I ever believe such a perfect surprise?

I keep asking myself, wondering how
I keep closing my eyes but I can't block you out

I can try to pretend, I can try to forget
But it's driving me mad, going out of my head"

Only I know what goes in my head...

Sunday, 20 June 2010

...

Numa melodia nebulosa estou a flutuar
Sinto meu corpo se dissipar
Transmutar
Morro e renasço música pura
Tudo que quero é o raro
Sublime, doce e tenro
Encontrar afinal a nota perfeita
E por ela todas as lágrimas debulhar

Ontem me perdi do meu corpo
Agora não quero saber onde está
Flutuar pelo espaço sem fim
É a melhor forma de sublimar

A spanish guitar moment

Olhei no espelho e vi uma mulher cujos sonhos não tinham sido desgastados pela realidade. Ela me falou sobre amor e tragédia, sobre os deleites e dores da paixão avassaladora que ainda estava por vir. Me embalou com seu silencioso e forte canto, tão sutilmente expressivo... Vi ali como tudo podia ser de outra forma, bastava não me isolar das possibilidades que cada aurora e cada crepúsculo trazem.

Hoje é um dia novo e posso escolher se quero sorrir ou dormir. Posso chorar, me esconder atrás do medo e sofrer, mas hoje eu prefiro voar, dançando ao som dessa música perfeita...

Saturday, 19 June 2010

Addiction

Eu quero deixar uma marca
E brinco com fogo enquanto sonho acordada
Sei que até para mim estou errada
Mas a adrenalina desse perigo me acolheu como viciada

É como se eu mergulhasse num poderoso, tranquilo e violento mar
Tão morno e com tão irresistível sabor
Como se fosse meu poço particular de chocolate
Meu incessante e inesgotável estoque da minha droga predileta

Não consigo nem mesmo hesitar
Mergulho sem rédeas
E se morrer afogada
Será num estado pleno de êxtase


My own nirvana...

Saturday, 12 June 2010

No pique da Copa

Surpreendentemente, acho que gosto de futebol. Até agora, não perdi nenhum dos jogos da copa, ávida torcedora de quem estiver ganhando. Não sei não, mas estou apostando muito que é a companhia que influencia positivamente.
Realmente não sei, e é estranho de explicar como pode parecer ao mesmo tempo que se está a muito e também a pouco tempo com uma pessoa. A cumplicidade, o carinho e um toque a mais fazem a atmosfera tão simbiótica e estar junto, não importa o que se esteja fazendo, se torna o que há de mais prazeroso.
Eu, que sou muito desmemoriada para conteúdos de conversa, tenho a sensação de que nunca sei o que dizer e, pior, nunca tenho nada para dizer. Ainda assim, passo dias e dias com o Pedro e a conversa nunca morre. E nem é pela excitação da estréia, por assim dizer. É como se estivéssemos sempre um ali com o outro, e falar se torna tão natural quanto pensar. Mesmo estando longe, nunca estamos distantes.
Até que enfim... um dia dos namorados e eu me sentindo perfeitamente bem.

Wednesday, 9 June 2010

Imaculada

Num momento flashback-Crepúsculo, sempre falhei em entender (ou em acreditar) na Bella quando, ao encontrar Edward após ele tê-la abandonado, ela diz: "...eu me senti bem. Inteira.(...) Era como se nunca tivesse havido um buraco em meu peito. Eu estava perfeita - não curada, mas como se nunca tivesse havido nenhuma ferida." Não conseguia acreditar na possibilidade dessas palavras serem verdadeiras até hoje, até me sentir da mesma maneira.
Eu indagava como era possível não se sentir ferido após ter sido brutalmente dilacerado. E percebi que esta é a dádiva que só um amor verdadeiro pode oferecer. Sua compensação é tão imensa e avassaladora que oblitera tudo o mais que possa nos atingir.
Eu resolvi criar uma caixinha de insatisfações, e tive medo de como me sentiria em relação a isso pois tinha certeza que ela nasceria já repleta de desgosto. E quando cheguei em casa hoje, e tive um momento comigo, percebi que minha caixa estava vazia. Sinto-me bem, inteira, perfeita. E quando penso no meu amor, não sinto dor. Apenas escuto sua voz dizendo "vem cá" para me pedir um beijo, ou mil. Sinto seu cheiro, me perco no sorriso do seu olhar e sei que estive esperando por esse dia a cada segundo desde que a gente se perdeu um do outro, meio ano atrás.

Monday, 7 June 2010

Enjoy the silence - Depeche Mode

Words like violence
Break the silence
Come crashing in
Into my little world
Painful to me
Pierce right through me
Can't you understand
Oh my little girl

All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm

Vows are spoken
To be broken
Feelings are intense
Words are trivial
Pleasures remain
So does the pain
Words are meaningless
And forgettable

All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm

Sunday, 6 June 2010

Confusão

Estou experimentando algo novo, estranho. Algo tão avassalador que está afetando meu raciocínio. Sinto-me... anestesiada. Desnorteada.
Se eu queria tanto seguir por uma estrada ao ponto de ir até seu leito e construí-la, por que diabos eu hesitaria ao vê-la inteira e pronta diante de mim?

Delírio na madrugada

Quero um cigarro e um cobertor
Para espantar o frio e o amor

Quero silêncio e um cachorro
Que me vele o sono no seu lugar

Quero um beijo e um abraço
Um abraço e dois beijos
E mais tarde quero só sonhar

É criminoso o quão feliz você pode me fazer.

Saturday, 5 June 2010

...!

Once upon a time, I was falling in love
But now, I'm only falling apart
There's nothing I can do
A total eclipse of the heart
Once upon a time, there was light in my life
But now, there's only love in the dark
Nothing I can say
A total eclipse of the heart

And I need you now tonight, and I need you more than ever
And if you'll only hold me tight, we'll be holding on forever
And we'll only be making it right 'cause we'll never be wrong together
We can take it to the end of the line
Your love is like a shadow on me all of the time (all of the time)
I don't know what to do and I'm always in the dark
We're living in a powder keg and giving off sparks

I really need you tonight
Forever's gonna start tonight
Forever's gonna start tonight

Friday, 4 June 2010

Just chating

Hoje conseguiu ser um dia ainda mais estranho. Fui dormir um pouco depois de 8h, estragando meus planos de sair de dia - por mais que minha mãe já tivesse feito isso por mim. Ela comprou um carro e agora eu não posso trazer ninguém, nem meu filho, em casa. Por quê? Porque não tem comida. Nem gás para cozinhar. As coisas como são na minha vida... Bom, por volta de 11:30 acordei com meu celular tocando, mas não atendi e voltei a dormir. Só acordei depois das 18h. Fui lavar mais roupas (continuando o pique de ontem), lavei a louça e tomei um banho bem quentinho. Depois tomei um iogurte e fui fuçar no meu computador. Encontrei coisas legais, inclusive filmes que eu nem sabia quais eram. Revi filmes que eu mesma gravei na câmera - continuo a achar minha voz sempre estranha. Assisti um filme francês e pasmem! - nenhuma cena de nudez! Até agora eu estou pensando no filme...Stella. Ah, como é trágico esse nome nesse momento da minha vida. A menina de cachos castanhos que não vai nascer...
Assisti também "Verônika decide morrer" com a triste e pobre atuação da Sarah Michelle Gellar. Tomei sopa - argh! - e um pouquinho de canjica que tenho certeza que minha mãe trouxe da casa do meu avô. O mais trágico mesmo foi descobrir no final do meu último lanche do dia (pães de forma com requeijão) que o pão estava mofado. Estou sentindo náuseas, mas não sei se é por isso. Além disso, náuseas têm acompanhado de camarote meus últimos dois meses. =/
Agora estou curtindo Nancy Sinatra e meu suco de uva artificial, que estranhamente me lembra do meu "american accent". Conhecer gente nova às vezes é tão legal!
É isso. Acho que, mesmo no meio dessa estranha confusão que é minha vida, meu mundo e o meu modo de pensar, estou conseguindo me reerguer. Agora eu sorri, e acho que eu estou... feliz?!

Será?

Nostalgia de um amor em guerra

 My baby shot me down - Nancy Sinatra

I was five and he was six
We rode on horses made of sticks
He wore black and I wore white
He would always win the fight

Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down

Seasons came and changed the time
When I grew up I called him mine
He would always laugh and say
Remember when we used to play

Bang bang, I shot you down
Bang bang, you hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, I used to shoot you down

Music played and people sang
Just for me the church bells rang

Now he's gone, I dont know why
Until this day, sometimes I cry
He didn't even say goodbye
He didn't take the time to lie

Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down

Thursday, 3 June 2010

Angústia

Parece doença. Na maioria das vezes, me sinto bem doente. Um calor estranho domina a mente, tudo parece sufocar, comprimir. Me devora de dentro para fora, começando pelo estômago.
Fico pensando tanto em como as coisas estão, como eu queria que fosse tudo magicamente melhor... Nessas horas aparece qualquer coisa de inesperado - como uma presença, ou uma ausência - e tudo fica de cabeça para baixo. Perco todos os meus eixos e não sei o que fazer.
Sinto uma vontade incontrolável de escrever, de novo e de novo e de novo, tudo aquilo que não vai mais acontecer e eu simplesmente sou incapaz de erradicar da minha cabeça. Descrevo tudo o que minha memória captou, e sempre acho tudo imperfeito demais quando termino.
Acredito que estou o tempo todo à deriva, esperando... Esperando um sentido plausível para o fim, ou um recomeço. Cada minuto que passa me tortura, e nem sei mais o que esperar de mim. Às vezes me confino em meu leito, como se a morte espreitasse. Outras raras vezes, me levanto e faço algo útil. Na maior parte do tempo estou desplugada do mundo, assistindo uma realidade imaginária se desenrolar e provocar sentimentos mais simples e menos dolorosos em mim.
Não creio que tenha me sentido anteriormente mais vulnerável ou exposta do que agora, e procuro constantemente tudo ao meu alcance para fortificar minha barreira emocional.

Já faz muito tempo que não coloco em palavras simples e diretas as coisas que acontecem comigo. Deve ser o medo de expor meus sentimentos, mas que sentido há nisso? Não encontro nenhum.
A vontade de compartilhar, escrever, contar, fica toda aqui dentro. Como por exemplo minha ida ao circo, meus dias intermináveis na cama assistindo Monk, o festival de Jazz, conversar de verdade com pessoas que gosto. Tudo isso acontecendo, e eu me sinto vivendo uma segunda realidade paralela, onde nada disso importa e que bloqueia tudo isso para um universo onde eu não consigo falar.

I think I found a new low.

Wednesday, 26 May 2010

Não por acaso...

Quando a gente menos espera, vem as circunstâncias puxar o seu tapete.

Lá estava eu, cheia de planos para ser indiferente, e confesso - próxima de obter sucesso - quando as lágrimas começaram a romper minha barreira de gelo.

Quanto tempo leva até a gente ser inteiro de novo, depois de perder parte de si?

Agora

Eu olho a imensidão do céu e penso na imensidão do mundo, e sinto minha imensa solidão.
Percebo que nutri e amei sentimentos e palavras vazias, mas minhas lágrimas não são vazias.
Tenho lágrimas repletas de dor, desejo e saudade. Lágrimas de arrependimento.
Com a cidade a meus pés, parto em busca de distrações mundanas, temporariamente eficazes. (É tolice crer na possibilidade de um esquecimento duradouro...)
Eu caminho e meu corpo muda. Toma forma de risos, por vezes sinceros mas não menos tristes.
Toma forma de música, e dança ao luar. Conheço, então, meu sofrimento, pois é uma dança sem par.
Fico imersa no silêncio e ouço meu coração quebrar; carrego no corpo um coração danificado.
Não aparento, é claro, no meu riso dissimulado, mas esse fardo amargo é doloroso para se carregar.
Eu falo e nada faz sentido; em revolta me calo e o mundo não vê.
Anseio pelo limbo absoluto, sem paixão, sem razão, sem por quê...

Wednesday, 19 May 2010

Puro

Nem sempre por perto, e sempre tão distante
Uma coisa tão simples e sempre tão complicada
Vem de dia e invade a madrugada

Uma luz brilhante enaltecendo a aurora em ouro
Vem me chamar, vem me despertar
Quebra as brumas da noite, o azul anil
Adoça o meu humor...

O sentimento que pode os anos transpor
Em melodia perfeita se revela
Sua música tem sabor de luar
E permanece nas estrelas

O desvelar de tal mistério não é o ápice;
Existirá coisa mais tenra que a sutileza do tempo?

A lembrança de uma noite que trouxe no vento seu nome
E na pele, calafrios
Eterna é, e presente sempre será
Pois o que me alegra quando chega o crepúsculo
É a cor desconhecida dos teus olhos...

Saturday, 27 March 2010

Recomeço

Relacionamentos são coisas muito complicadas. Duas pessoas, duas vidas, duas histórias, duas formas de pensar inteiramente diferentes. O caos do choque é certo, mas será possível passar por cima de tudo isso?
Ontem foi um dia importante para mim. Resolvi uma antiga pendência que me fez sofrer bastante por um longo período, mas nem tudo está perfeito. Agora, acordada, com fome e sentada na frente do computador, me pego pensando se tenho feito as melhores escolhas, ou tomado as melhores decisões. Olho para mim mesma e penso: se é isso o que eu quero, se é por isso que eu venho batalhando para ter, por que ainda assim continua sendo difícil?
Acho que no amor somos duas crianças perdidas, sem rumo. Sabemos o que sentimos, mas não sabemos como devemos agir ou o que fazer para solucionar os problemas que o caminho nos traz.
Essa foto foi tirada no aniversário do Felipe ano passado, 12 de Dezembro. Eu vejo um menino apaixonado e uma menina apaixonada, e ambos imobilizados pela avalanche de seriedade da vida adulta.
Não sei dizer bem como me sinto agora. É algo tão nebuloso... Estive relendo minhas conversas antigas com meu namorado e penso que gostaria de não ter me esquecido delas, e que ele não tivesse se esquecido também. Queria não ter mudado, ter me mantido cautelosa e atenta, para jamais ter enlouquecido. Hoje é apenas o segundo dia de um recomeço, e já surgiram problemas. Acho que a chave agora é deixar a ilusão de perfeição de lado e lidar com a realidade de cada dia, que em muitas horas é extremamente doce e suave, e em outras é a mais pura amargura.
Estive escutando Aerosmith nos últimos dias e foi bom, eu não me lembrava o quanto me fazia bem ouvir músicas de revolta com o amor e ainda assim otimistas. Há um buraco em minha alma, e não é um namoro que vai ser capaz de preenchê-lo. Eu me sinto enlouquecendo aos poucos, e aos poucos me afastando da loucura também. Pelo menos não estou mais imóvel.

Wednesday, 25 November 2009

Slow Life

I think I know what's on your mind
A couple words, a great divide
Waiting in the wings, a small respite
Crowding up the foreground from behind

Even though you're the only one I see
It's the last catastrophe
Place your bets on chance and apathy...

Take anything you want it's fine
Keep up the slow life for the night
Don't take it back, I'll just deny
This constant noise all the time

Even though you're the only one I see
If you ask, I'll cut you free
Place your bets on chance and apathy
Tell me when this world is free

Even though you're the only one I see
It's the last catastrophe
Place your bets on chance and apathy
Tell me when this world is free
Even though you're the only one I see...

No sound but the wind

We can never go home, son
We no longer have one
I'll help you carry the load, son
I'll carry you on my back
We walk through the ash,
And the charred remains of our country
Keep an eye on my back, son
I'll keep an eye on the road

Help me to carry the fire
We will keep it alight together
Help me to carry the fire
This road cant go on forever

If I say shut your eyes, son
If I say look away
Bury your head in my shoulder
Think of a birthday
The things you put in your head
They wont stay there forever
I'm trying hard to hide your soul, son
From things it's not meant to see

Help me to carry the fire
We will keep it alight together
Help me to carry the fire
This road cant go on forever
Help me to carry the fire
We will keep it alight together
Now help me to carry the fire
This road wont go on forever
No sound but the wind
No sound but the wind

If I say shut your eyes
If I say shut your eyes
If I say shut your eyes
If I say shut your eyes

Help me to carry the fire
We will keep it alight together
Help me carry the fire
This road wont go on forever

Friday, 13 November 2009

Caotic Mind

Quero gritar
Quero dormir
Quero chorar
Quero fazer você sangrar

Quero comer um chocolate bem amargo
Para fazer essa amargura no meu peito me deixar
Quero respirar sem sentir dor

Quero levantar daqui e mudar minha vida
Fazer as coisas antes da iminente partida
Preciso acordar mas essa dor me prega os pés e mãos
Meus ombros sentem um peso desumano e penso...

Eu só não queria estar assim...

Green Eyes

Honey you are a rock
Upon which I stand
And I come here to talk
I hope you understand

The green eyes
Yeah the spotlight
Shines upon you
And how could
Anybody
Deny you?

I came here with a load
And it feels so much lighter
Now I've met you
And honey you should know
That I could never go on
Without you
Green eyes

Honey you are the sea
Upon which I float
And I came here to talk
I think you should know

The green eyes
You're the one that
I wanted to find
Anyone who
Tried to deny you
Must be out of their mind

'cause i came here with a load
And it feels so much lighter
Since i've met you
And honey you should know
That i could never go on
Without you

Green eyes
Green eyes ohohohoh
Ohohohoh
Ohohohoh
Ohohohoh

Honey you are a rock
Upon which i stand...

(Coldplay - Green Eyes)

Tuesday, 10 November 2009

Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz...

Mas não me diga isso...

Hoje a tristeza
Não é passageira
Hoje fiquei com febre
A tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela
Parecerá uma lágrima...

Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza
Das coisas com humor...

Mas não me diga isso...

É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia
Não é?...

Eu nem sei porque
Me sinto assim
Vem de repente um anjo
Triste perto de mim...

E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mas obrigado
Por pensar em mim...
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho...

Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser
Quem eu sou...

Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim...

Não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim...


(A via Láctea, Legião Urbana)

Deadlocked

Minha paz de espírito parece um prêmio indigno, pois quanto mais a busco mais desgraça tenho.
Já passei do ponto de me sentir humilhada, insegura e ameaçada. Agora eu me sinto... num beco sem saída.

Wednesday, 4 November 2009

Sentindo o mundo


Nada como andar pela cidade vazia, às vésperas do amanhecer. O céu azul, com seu tom frio desenhado de nuvens cinzentas, começa a se iluminar e grandes rajadas de cor magenta parecem rabiscar as nuvens. De repente elas se levantam unificadas como num mar branco muito fofo, como se espreguiçassem para captar melhor os fios de ouro que começam a surgir no horizonte. Mal se vê e logo o céu é tomado por um vermelho-fogo que desatina a colorir tudo ao redor, preencher cada lacuna e tranformar esse evento numa sublime onipresença do sol.
Tem uma sensação gostosa de poder que se infiltra pelas frestas da alma quando se caminha por ruas desertas... É algo como ser um navio e poder voar.
Dá para abraçar melhor o mundo quando ele está quieto.
É quase como se as outras pessoas não existissem, num momento infinito: é a euforia de ser o mundo um playground privado, pronto para ser desvendado, desfrutado, degustado de cada grão de areia a cada sopro de vento - the ultimate adventureland!

É divertido  desfazer-se das horas... Dormir quando não tem nada acontecendo. Acordar quando o corpo disser que quer. Comer bem pouco, coisas gostosas que não vão fazer mal nenhum, mas só quando a fome disser que precisa. Ler quando a vontade gritar e nem remotamente lembrar que existe televisão, jornal, tragédias... Mergulhar numa nuvem e segui-la por horas a fio. Vigiar a tênue mudança nas cores das paredes à medida que o sol muda de posição na casa. Sentir uma música com 6 sentidos. Escutar atenciosamente o farfalhar nas folhas quando o vento bater, e os segredos mágicos que as conchas guardam. Não se olhar no espelho e só pentear o cabelo pelo prazer que isso der. Sentir-se uma obra de arte, inch by inch. Apaixonar-se pelo desenho de luz que uma fresta na persiana promove. Ficar submerso em água cristalina por horas, sem fim sem tempo, só sentindo na pele a magia do contato. Sentir seda e veludo na pele. Aquecer-se no frio e sentir-se em excelente companhia quando se estiver só. Não dizer nada que não seja verdadeiro e essencial e sonhar livremente... Ser livre, corpo e mente.



"How happy is the blameless vestal's lot!
The world forgetting, by the world forgot.
Eternal sunshine of the spotless mind!
Each prayer accepted and each wish resigned."


Meus medos e dúvidas não conto nem para um pedaço de papel. Mas eu queria poder pensar, sonhar sem medo. Sem dúvida, sem culpa, sem trauma. Às vezes queria não pensar... nada.

It's all about...

There's no such thing as coincidence. Not at all.

Como pode você ser assim? Meus gostos e desejos refletidos no espelho... a mesma imagem, invertida?
Por outro lado, quando a gente fala a gente fica tão diferente! Hum... so what?! A gente se entende. E eu acho que o importante mesmo é a questão dos cachorros.

Eu te conheci e pensei: a gente combina. Mesmo assim, eu nunca procurei descobrir nada de você. E a gente seguiu combinando quando se via, e se encontrando e desencontrando pelos anos afora.
Aí eu resolvi te desvendar e cheguei à conclusão menos óbvia do mundo: a gente combina. Milimetricamente.

Monday, 2 November 2009

Contrato

Eu não espero nada de você.
Não fico me iludindo que vai pensar em mim quando sentir meu perfume no vento.
Não acredito que sonhe comigo, sinta minha falta, queira estar ao meu lado.
Não espero que me ame ou adore ou despreze ou odeie.
Não espero seu abraço, seu beijo ou seu sexo.
Não espero seu toque gentil ou selvagem, nem seu olhar imbuído em sentimentos.
Não espero que me dê flores, fale de amores e seja meu príncipe encantado.
Eu não espero nada de você.
Nem mesmo que me trate bem.

É essa ausência total de expectativas que me faz dormir de noite e me deixa espaço no peito para respirar.
Nunca me decepcionarei com você pois de você nada esperei.
Não haverá jamais desilusão e sofrimento nesse "nós", pois quando a cortina descer sobre o palco
Eu simplesmente aplaudirei: que belo!

Wednesday, 28 October 2009

Monday, 26 October 2009

Descobertas

Ontem foi uma madrugada surpreendentemente perfeita, uma manhã sonolenta, uma tarde irritada e uma noite que começou agradável e terminou espetacular.
Queria muito que meu olho doesse menos e funcionasse mais, para poder falar com a devida importância sobre as minhas últimas descobertas, mas vou ter que esperar.

Enquanto isso, let's just sleep...

Thursday, 22 October 2009

Just thinking about it


A legenda dessa foto é "Aponi encantada por um demônio com cara de anjo". Tá, se não é, deveria ser. (e para os desavisados de plantão, aponi é borboleta em uma mitologia já esquecida e algo mais também...).

Em algum momento, a gente simplesmente tem certeza que já descobriu tudo o que tinha lá fora e começa a achar o mundo meio sem graça e até o cinza que a gente amava começa a desbotar. Nessa hora em geral as pessoas pensam que é assim mesmo que devia ser porque alguém também já passou por ali. Eu decido então mudar de ares, e procurar uma paisagem com novas nuances do cinza que eu amo. Porém, coisas chocantes podem acontecer quando a gente está mudando. Sem aviso, você pode descobrir que aqui mesmo onde você se descobriu senhor da verdade, existe uma nova galáxia à distância de um simples - ou não tão simples - toque. Eu conheci o egoísmo, a dor e o descaso por tanto tempo que não podia esperar nada além, e quando não vi nada disso fiquei sem chão e foi um tapa de luvas. Muito bom, por sinal.
Mas você sabe, essas coisas dão medo.

Dreams come true

Never thought I'd feel again
Feel the darkness fade and see the morning sun arise
Never thought I'd feel alive again
Senses dull and blunt from all the lies

Now, when I hold your face so close to mine
I see a place where the sun will shine,
With you it is divine

Looking down into those eyes, I know
I'll be lost and never found again
Kiss me once and I will surely melt and die
Kiss me twice and I will never leave your side...
Dreams Come True

Do I dare to trust this time?
Ooh, the Bells of Fortune, will I ever hear them chime?
Only those who have been burned before
Truly know the meaning of Hell's flaming core

I was the brooding night and you were dawn
Saving me, for I was forlorn
In your light I am reborn.

Looking down into those eyes, I know
I'll be lost and never found again
Kiss me once and I will surely melt and die
Kiss me twice and I will never leave your side...
Dreams Come True

Then, when the walls are breaking down on us
When all we see is misery
Will you still believe in me?

Looking down into those eyes, I know
I'll be lost and never found again
Kiss me once and I will surely melt and die
Kiss me twice and I will never leave your side
Until the sign of winter, always by your side...

(by Hammerfall)
 
They might as well come true for me too... try not to think it through and through... or I might just fall for you.