Sunday, March 26, 2006

Hora da verdade

Ao invés de dar continuação ao texto anterior, vou aproveitar esse momento na internet para falar da verdade.


OU melhor, das verdades. Sobre mim.
1- Eu gosto de quem eu quiser, independente do que vc quer pra mim. Meus amigos quem escolhe sou eu, eu é que sei quem beijar e quem não beijar, quem merece ou não minha atenção...
2- Quero DISTÂNCIA absoluta de indivíduos que não tenham CONFIANÇA em mim. Para mim não tem propósito nenhum se relacionar se não há tranquilidade e paz, se não há confiança.
3- Não me faça NUNCA me sentir acuada; odeio me sentir sem ar, sem espaço, sem liberdade e privacidade. Acima de tudo, respeite que antes de ser qualquer coisa sua, eu sou muita coisa minha!
4- Tenho defeitos. Se vc pode conviver com eles, farei tudo ao meu alcance para conviver com os seus. Se tentar me mudar à força, me mudarei. Para bem longe de você.
5- Esqueça de absolutamente TUDO o que eu já te disse, e de tudo que vivemos em nossos encontros anteriores. A cada dia eu aprendo algo novo, e me transformo em alguém diferente. Portanto, NÃO tente adivinhar o que eu penso, o que eu sinto... O máximo que você vai saber de mim é o tipo sanguíneo (então, conforme-se).


Cansei, cansei, cansei. Some, some da minha vida. Esquece meu nome, meus cachos, meus abraços...


Esquece que eu te amo, esquece que te faço feliz, e desaparece antes que eu te faça sofrer. Pq se vc permanecer aqui, assim... Quem vai sumir sou eu, que já cansei dos seus joguinhos de palavras, de emoções, de manipulações...




E fodam-se aqueles que não conhecem o poder transformador de alguns segundos e uma tesoura. Vocês vão VER esse poder.

Friday, March 10, 2006

Lá vem história...

(Será que você não sente em meu olhar o desejo que me consome, e tudo que tenho e sinto que me arrasta em sua direção? Eu amo você...)

Tudo começou numa madrugada em que eu estava sentindo muito medo, e por isso não fui para casa (não vou dar todos os detalhes pq já cansei de pensar neles). Fiquei na internet a madrugada toda. Sem motivo aparente, em um certo momento desgrudei os olhos da tela e olhei as pessoas ao meu redor. Foi o suficiente. Ele era esguio e esbelto, cabelos negros caindo nos ombros, face lívida em óculos transparentes, um ar de seriedade. Não necessariamente bonito - não a princípio. A primeira coisa que se formulou em minha mente à visão dele foi: (sem modificações!) "Eu me casaria com ele. Sim, e seria muito feliz." E tal qual fumaça o pensamento se desfez, voltei minha atenção à tela enjoativa do PC e ouvi de mim: "Desista. Eu nunca vou casar mesmo." Relutante por alguns segundos, olhei novamente, e desde então meu coração nunca mais foi o mesmo. Forcei-me a continuar mandando mensagens idiotas no orkut até amanhecer. Antes de ir embora, encontrei dois amigos meus, conversei um pouco e fui para casa.
Quase um mês depois, fui à uma festa que deveria ser muito importante. E foi. Fui hipnotizada por um olhar pueril e muito encantador. Enquanto durou o encantamento, nada mais eu vi. Mas então amanheceu, e aquela música perfeita acabou. E aí eu vi: eu estava ao lado daquele ser incrível com quem eu poderia passar toda a eternidade, e talvez ainda mais. Foi um susto! Tive medo e me calei. E ele ficou do meu lado, e eu só queria nunca mais soltar daquele abraço. Mas mesmo assim subi no ônibus e fui para casa.
Uma semana depois, convidei-o para sair. Tão certo e "meant-to-be" que nem notei. Mas o convite estava feito, e ele aceitou - para meu absoluto desespero. Foi um dos momentos que jamais esquecerei (se é que me esquecerei de algo): em um dado momento da noite, ele se tornou absolutamente lindo, irresistível até, eu posso dizer. Algo em seu olhar, que persiste até hoje. É como se tivessem escondido uma jóia embaixo de um tapete na sala, como se não tivesse perigo nenhum. Um misto de maravilha com liberdade e uma inexplicável atração: nunca mais pude deixar de olhar em seus olhos sem amá-lo.
Depois disso ele sumiu. E eu morri um pouco dentro de mim, e me fiz deixá-lo de lado. Novamente, "Desista. Eu nunca vou casar mesmo."
Mas por obra do destino, cada vez me apaixonei mais e com mais medo: toda vez que o via era sem aviso prévio, e só posso explicar que meu coração na boca me impedia de dizer qualquer coisa. O primeiro encontro aconteceu numa bela tarde em que eu caminhava ao som de Pistols com amigos, e novamente meu olhar foi levado sem motivo aparente para outra direção, e lá estava ele. No segundo encontro, eu caminhava em direção a um amigo meu e ele simplismente surgiu na minha frente, de uma forma muito imprevisível, quase como se tivesse caído do céu. Abracei-o, trocamos umas poucas palavras e novamente ele se foi. O terceiro foi o melhor de todos, o mais significativo e impossível de se colocar em palavras. Por conta desse encontro, larguei meu emprego, larguei meu "rolo-ficante-amigo", abandonei tudo e tirei férias para me reestabelecer. Nesse dia mágico, eu vivi (quase) todo o meu amor por ele. Nunca voltei a estar tão próxima dele, nunca voltei a ser tão feliz, tudo mudou. Foi o mais próximo que já estive dele física e emocionalmente - como a calmaria que antecede a tempestade, logo depois caí num abismo e nunca estivemos tão distantes - nem mesmo antes de nos conhecermos. [Como meu espaço é limitado, não direi como foi esse encontro ou os que se seguiram a ele, apenas suas implicações psicológicas.] Passaram-se meses desde então, e cada vez que eu o via um sorriso tomava travesso minha boca, o coração batendo tão forte que doía e uma felicidade maluca tomava conta de mim, logo suprimida por um medo devastador. Assim foi até quando a iminência de nunca mais vê-lo se tornou tangível e falei a ele sobre meus sentimentos, da pior maneira possível: pela internet, evasivamente, mas sem dar margem a dúvida. Depois disso ficou mais fácil respirar em sua presença, mas não menos chocante, feliz e aterrorizante. Hoje minha alegria foi lembrar daquele dia em que o destino (?) fez tudo dar certo, fez tudo como minha felicidade precisava que fosse, e essa é a lembrança de amor que vou carregar pro resto da minha vida, não importa quantas vezes mais eu me decepcione no amor! Só faltou o beijo, aquele beijo que teria mudado tudo... pra melhor!

Sunday, March 5, 2006

Apego X Sentimentalismo

Desde os tempos imemoriais eu tenho um edredom azul (acho que desde os 4 ou 5 anos), e ele acompanha os meus sonhos diariamente há aproximadamente 15 anos!!! Meu edredom é e efetivamente sempre foi minha maior fonte de carinho. Não sei dormir sem ele. Quando não estamos juntos, algo falta. Sua suavidade, o calor que ele impede que me abandone ao longo da noite, a sensação de segurança... meu edredom!
Foi com ele que aprendi quais características buscar em alguém para dormir comigo: proteção, carinho, gentileza, calor...

[Até aqui, você leu e pensou "que mulher idiota!". Acontece que tudo isso é essencial de saber para entender algo muito maior e mais complexo sobre mim. Então, paciência] ref. capítulo 64 de Dom Casmurro!

Até aí, ótimo: eu já sabia o que eu queria. Mas o problema é que eu e meu edredom nunca tivemos um envolvimento sexual! Ou seja, minha busca por um "companheiro de cama" nunca foi sexual! Mas os humanos são seres naturalmente sexuais e portanto, para dormir com alguém (que não fosse parente e que fosse do sexo oposto) foi preciso também fazer sexo, o que implica várias coisas: lidar com a timidez (da nudez e do prazer- SIM, existe vergonha de sentir prazer!), aceitar defeitos em si e no outro, perder o controle, quebrar tabus e convenções religiosas, ter responsabilidade e principalmente, criar ou aceitar um nível alto (e às vezes até invasivo) de intimidade.

To be continued...

Friday, March 3, 2006

Not a bad hair day

Fico me perguntando a razão para eu não concluir as coisas na minha vida. Pensando bem, isso já entrou para o meu currículo. Eu sempre larguei as coisas no meio do caminho, desde cursos até amizades. Sempre tive problemas para terminar as coisas, em especial relacionamentos. A única coisa que hoje eu considero bem concluída e finalizada na minha vida é o meu relacionamento com o Narciso. Muita gente acha que eu ainda gosto dele pela forma que eu falo dele (que tem um "quê" de amargura, eu admito). Mas o que eu sinto por ele passa longe de amor, tampouco de ódio. Sinto repulsa. Como?Muito simples, até.
A maioria das pessoas, em momentos de fraqueza, baixa auto-estima, insegurança e medo, fazem coisas erradas, ou se ligam a pessoas erradas(para elas). Da mesma forma que as minhas amigas quando estão mal se envolvem com homens feios/burros/chatos, eu me envolvi com o Narciso. A única diferença é que, pelos padrões estéticos atuais, ele passa longe de ser feio.

Para desvendar esse e outros mistérios, estou me auto-analisando em vários aspectos. Todas as próximas publicações vão se tratar das questões mais complexas e das mais supérfulas do meu caráter e da minha personalidade.